quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Google e seus 14 anos de existência!


Google e seus 14 anos de existência!


Imaginar a Internet sem o Google, nos dias atuais, é uma missão quase impossível. A empresa, que segundo dados recentes divulgados pela comScore é responsável por 98,7% das buscas realizadas no Brasil, fornece muitos outros produtos e serviços aos usuários (a maioria de forma gratuita), além do famoso sistema de pesquisas. Para comemorar os 14 anos da companhia completados nesta quinta-feira (27).


Doodle de aniversário do Google


A história do Google
Diferente de boa parte das empresas de tecnologia criadas nos Estados Unidos, o Google não nasceu em uma garagem. Larry Page e Sergey Brin se conheceram em 1995, quando Page visitava a universidade de Stanford e Brin foi o seu guia pelo campus. No ano seguinte, quando ambos eram estudantes de ciências da computação, iniciaram uma parceria para desenvolver o BackRub, mecanismo de pesquisa hospedado nos servidores da instituição, que acabou por consumir mais largura de banda do que os padrões de Stanford.
Em 1997, os estudantes decidem dar um novo nome ao mecanismo de pesquisa e, após algumas sugestões, optam chamá-lo de Google, um trocadilho com a palavra “googol”, termo utilizado na matemática para definir o dígito “1” seguido de 100 dígitos “0”. A escolha foi um reflexo da intenção de Page e Brin de organizar todas as informações da web.
Garagem que virou “sede” da empresa em 1998 (Foto: Reprodução/Lists of World)
No ano seguinte, após receberem um cheque no valor de US$ 100 mil (R$ 200 mil) do cofundador da Sun, Andy Bechtolsheim, em nome de Google Inc., empresa ainda não registrada, Page e Brin decidem mudar dos laboratórios de Stanford para a garagem de Susan Wojcicki, no endereço "232 Santa Margarita, Menlo Park, Califórnia". Em 4 de setembro, a dupla finalmente registra a empresa Google Inc. e, algum tempo depois, deposita o cheque doado por Bechtolsheim em uma conta bancária aberta em nome da empresa.
Em 1º de abril de 2000, o Google anuncia o MentalPlex, um sistema de pesquisa capaz de ler a mente dos usuários enquanto eles visualizam os resultados de pesquisa desejados. Neste momento, a empresa começa a participar do “dia da mentira”. Anualmente, em todo dia 1º do mês de abril, a companhia divulga inúmeros novos produtos e serviços, bem como novas funcionalidades aos que já existem, mas tudo não passa de uma grande brincadeira.
Ainda em 2000, o Google fecha uma parceria com o Yahoo! para tornar-se o provedor de pesquisa padrão do site. Além disso, a empresa anuncia ter conseguido indexar um bilhão de URLs, tornando-se, assim, o maior mecanismo de busca do mundo. No mesmo ano, a companhia anuncia o lançamento do AdWords, sistema de criação e gerenciamento de campanhas online já com 350 clientes.
Em 2001, o Google anuncia a nomeação de Eric Schmidt como presidente do conselho de diretores da empresa. No mesmo ano, são lançados o "Grupos do Google" e o recurso "Pesquisa de Imagens", que já contava com 250 milhões de imagens indexadas. Ainda em 2011, Eric Schmidt é nomeado CEO do Google e Page e Brin passam a ocupar os cargos de presidente de produtos e tecnologia, respectivamente. No final do ano, a empresa afirmar ter colocado três bilhões de URLs, triplicando, em apenas um ano, a base de informações disponíveis em seu sistema de pesquisa.
Erich Schmid, Larry Page e Sergey Brin posam para foto no carro autônomo do Google (Foto: Divulgação/Google)
Em 2003, o Google adquire a Pyra Labs e adiciona o Blogger ao seu leque de serviços. No ano seguinte, a empresa lança o Orkut, rede social que viria a ser a mais popular entre os usuários do Brasil e da Índia. Em 1º de abril de 2004, no dia da mentira, a companhia anuncia o Gmail, serviço de e-mail que oferecia 1 GB de espaço de armazenamento aos usuários, algo inimaginável para a época.
Ainda em 2004, contando com mais de 800 funcionários, a empresa se muda para o seu novo endereço, que atualmente é conhecido como "Googleplex" e fica localizado "1600 Amphitheatre Parkway, em Mountain View, Califórnia." No mesmo ano, ocorre a venda de quase 20 milhões em ações comuns de classe A em Wall Street, cujo valor inicial era de US$ 85 (R$ 173) por cada uma. No mesmo ano, o Google anuncia a aquisição da empresa de mapeamento digital Keyhole, cuja tecnologia se tornaria mais tarde o Google Earth. No final de 2004, a empresa anuncia já possuir oito bilhões de URLs indexadas em seu sistema de pesquisa.
No início de 2005, quando o serviço de "Pesquisa de Imagens" atingiu a marca de 1,1 bilhão de imagens indexadas, o Google anuncia o Google Maps. Em abril de 2005, a empresa adiciona o recurso "Histórico de pesquisa", que reúne todas as pesquisas realizadas pelos usuários no Google Search. A companhia anunciou, ainda, o iGoogle, uma opção que permitia que os internautas personalizassem a página inicial do Google com vários módulos de conteúdo disponíveis. No mesmo ano, a gigante das buscas anuncia uma versão mobile do Google Search e lança o Google Earth. Ainda em 2005, o Google lança a pesquisa personalizada que, baseada nas informações do "Histórico de pesquisa", pretendia retornar as pessoas os melhores resultados de acordo com as suas buscas anteriores.
Google Earth leva imagens de satélite e modelagens em 3D para o computador do usuário (Foto: Reprodução/Ricardo Fraga)
No mesmo ano, o Google anuncia o lançamento do Google Talk, serviço de comunicação instantânea que, mais tarde, viria a ser adicionado a vários serviços da empresa, como Gmail, Orkut e Google+. A empresa anunciou, também, o a opção Pesquisa Google de Blogs e o Google Reader, um dos mais famosos agregadores de feeds do mercado. Ainda em 2005, o Google anunciou o lançamento do Google Analytics e da abertura de seu primeiro escritório no Brasil, localizado na cidade de São Paulo. No mesmo ano, a companhia lança o Google Transit, alternativa adicional do Google Maps que exibe rotas de transporte público para os usuários, inicialmente disponível somente na cidade de Portland, Oregon. No final do ano, a primeira versão mobile do Gmail foi lançada nos Estados Unidos.

Saiba mais


Em 2006, o Google anunciou o Picasa, já disponível em mais de 25 idiomas. A empresa anunciou, também, a integração do Google Talk ao Gmail e a aquisição do Writely, aplicativo online de processamento de texto que serviria como base para o Google Docs. A empresa anunciou, também, o lançamento do Google Agenda e o Álbuns do Picasa, além do Google Checkout. No mesmo ano, a companhia anuncia o Google Apps, um pacote de apps online voltado para empresas que continha serviços como Gmail e Google Agenda personalizados para as empresas. Ainda em 2006, a gigante das buscas anuncia a aquisição do YouTube.
No ano seguinte, a empresa libera o Gmail para todos os usuários sem a necessidade de utilização de convites. Também houve o lançamento do Google Apps for Business, uma versão paga do Google Apps com recursos extras e suporte diferenciado, além do lançamento do Google Street View , serviço integrado ao Google Maps que exibe imagens em 360º. No mesmo ano, o Google Maps ganha destaque ao ser utilizado nativamente na primeira versão do iPhone, smartphone da Apple. A empresa anuncia, também, já ter um trilhão de URLs em seu mecanismo de pesquisa e que aproximadamente um bilhão de novas páginas são adicionadas diariamente. O Google lança oficialmente o seu primeiro navegador, o Google Chrome, após informações terem vazado antes do previsto. Em parceria com a T-Mobile, o Google anuncia o G1, o primeiro smartphone a conter o sistema operacional móvel Android embarcado.
Em 2009, o Google lança o Google Voice e anuncia o Google Ventures, fundo de capital de risco com o objetivo de usar os recursos da companhia para dar suporte e encorajar novas empresas de tecnologia com grande potencial. No mesmo ano, a gigante das buscas compra a reCAPTCHA, especializada no reconhecimento óptico de caracteres (OCR). O Google Maps ganha a navegação por GPS, incluindo visualizações em 3D e orientação por voz. No final do ano, o Google anuncia o sistema operacional de código aberto Chromium OS, além do lançamento do Google DNS e do encurtador de URLs goo.gl.
No ano seguinte, o Google lançou o Nexus One, seu mais novo smartphone rodando o sistema operacional móvel Android. A empresa anunciou, também, que o Google Docs passaria a suportar qualquer tipo de arquivo, até mesmo os executáveis. Tal novidade gerou uma grande especulação sobre o possível lançamento do Google Drive em breve, o que não ocorreu. A empresa também lançou o Google Buzz. Integrado ao Gmail, o novo recurso visava permitir uma maior interação entre os contatos do serviço de e-mail.
Ainda em 2010, o Google anunciou a aquisição do Picnik, serviço online de edição de imagens que, mais tarde, viria a ser integrado a outras ferramentas da empresa, como o Picasa. Na edição do evento para desenvolvedores Google I/O daquele ano, foi anunciado o Google TV, projeto de TV da companhia que tem uma versão customizada do Android embarcada. Ela também adquiriu a AdMob, firma de publicidade gráfica focada em dispositivos móveis, além da ITA, especializada na organização de dados de companhias aéreas e da Metaweb, empresa que detinha vários dados abertos de coisas do mundo. O Google lançou o Caffeine, seu novo sistema de indexação que prometia fornecer resultados 50% mais recentes para pesquisas na web.
No mesmo ano, a companhia anuncia a “Caixa de entrada prioritária” no Gmail e a disponibilização do Google Instant para os usuários e imagens do Brasil são liberadas no Google Street View. A empresa também anuncia que, a cada minuto, 35 horas de vídeo são enviadas ao YouTube. Além disso, o Google anunciou o Nexus S, smartphone fabricado pela Samsung e o primeiro a rodar a versão 2.3 Gingerbread do Android. Com o seu navegador Google Chrome alcançando a marca de 120 milhões de usuários, a firma lança a Chrome Web Store, loja de aplicativos para o navegador, além de anunciar o programa piloto de notebooks com Chrome OS.
Eric Schmidt (Foto:  )
Em 2011, Eric Schmidt deixa o posto de CEO e assume a Presidência Executiva da empresa, enquanto, em seu lugar, assume o cofundador Larry Page. Na edição do Google I/O daquele ano, a companhia anuncia o Google Music Beta e o começo das vendas dos Chromebooks. No meio do ano, a empresa anuncia o lançamento do Google+, seu mais novo serviço social e, com o seu lançamento, todos os produtos e serviços da empresa ganham uma nova cara. A empresa anuncia, também, a compra da Motorola Mobility. Em nova parceria com a Samsung, o Google revela o Galaxy Nexus, o primeiro smartphone projetado para o Android 4.0.
No começo de 2012, um dos maiores rumores envolvendo o Google se torna realidade. No final de abril, a empresa finalmente lança o Google Drive e aumenta o limite do antigo Google Docs para 5 GB de armazenamento gratuito. Juntamente com o anúncio, o Google disponibiliza um aplicativo para ser instalado nos computadores que permitiria a sincronia dos arquivos com a nuvem. Em seguida, foi a vez de smartphones e tablets (Android e iOS) ganharem seus apps para uma maior integração com o serviço.
Durante a edição do Google I/O realizada em 2012, a empresa anuncia alguns novos equipamentos, como o Nexus 7, um tablet de 7’’ fabricado pela Asus, e o Nexus Q, uma central multimídia desenvolvida pelo Google totalmente integrada aos gadgets equipados com Android. Ainda durante o evento, a companhia anuncia o Android 4.1, chamado de Jelly Bean, além de fazer uma demonstração ao vivo do Project Glass, os “óculos do futuro” que estão sendo desenvolvidos pela empresa.
Don’t be evil
O Google é conhecido pelo seu slogan “Don’t be evil” (“Não seja mau”, em Português). Mas, apesar de oferecer serviços de qualidade e totalmente gratuitos aos usuários, a empresa tem sido, cada vez mais, acusada de não ser tão boazinha assim.
Ao longo de seus 14 anos, o Google foi alvo de um incontável número de acusações, que vão desde o monopólio e invasão de privacidade até coleta ilegal de informações, o que acaba culminando em diversas investigações por parte de agência regulatórias e processos movidos por juízes ao redor do mundo. Um dos casos mais conhecidos fora do país envolve a coleta, sem a autorização dos usuários, de informações das redes Wi-Fi por onde os carros do Google Street View captavam imagens.
No Brasil, a empresa enfrentou dois processos emblemáticos. O primeiro envolveu a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli sobre um vídeo hospedado no YouTube, no qual aparecia em momentos íntimos com o seu namorado no mar. O segundo caso abrangeu a apresentadora e cantora Xuxa, que requeria que o Google inibisse a exibição de qualquer resultado de busca que envolvesse o seu nome e os termos “pornografia” e “pedofilia”.
Mais recentemente, a empresa voltou a sofrer com a ação da Justiça brasileira ao não retirar vídeos do YouTube por determinação da Justiça Eleitoral. Pelo descumprimento das ações, a lei determinou a prisão dos diretores financeiro e geral da empresa no Brasil.
Apesar de o não cumprimento parecer algo errado, a empresa alega que sua prioridade é garantir o direito dos usuários e, a partir do momento que não julga procedente o pedido da Justiça, se nega a retirar o conteúdo alvo da ação do ar e recorre da decisão do magistrado. Caso a empresa não mude a sua postura e continue, segundo ela, lutando pelos direitos dos usuários, certamente veremos, cada dia mais, ações ameaçando retirar os serviços da empresa do ar, bem como ordens de prisão contra os seus diretores.
Ambiente de trabalho descontraído da sede do Google em São Paulo (Foto: Divulgação/Google)Ambiente de trabalho descontraído na sede do Google em São Paulo (Foto: Divulgação/Google)


Compras de empresas
Como ocorre em muitas empresas dos mais variados segmentos, o Google não é responsável pela idealização e criação de todos os seus produtos e serviços. Em muitos casos, a companhia compra firmas menores que tenham desenvolvido produtos interessantes ou tecnologias que, de alguma maneira, possam ser absorvidas pela gigante das buscas e incorporadas a outros serviços já existentes. Com um apetite voraz, o Google tem comprado cada vez mais pequenas empresas e startups, como ocorreu recentemente com a aquisição da Sparrow, desenvolvedora de um dos mais famosos clientes de e-mail para Mac e iPhone.
Apesar de muito benéfico para o Google e, na maioria das vezes, para os funcionários das empresas compradas, essas aquisições muitas vezes frustram os usuários dos produtos e serviços criados pelas companhias, uma vez que o Google nem sempre está de olho no produto final, mas, sim, na tecnologia desenvolvida pelas empresas. Assim sendo, em muitos casos, os serviços originais acabam sendo descontinuados e suas funcionalidades incorporadas a produtos já existentes, como foi o caso do Picknick, que acabou sendo incorporado ao Google+ e Picasa web.
Android
Talvez uma das melhores apostas do Google foi o sistema operacional para dispositivos móveis Android, que hoje é o líder do mercado móvel com uma grande folga em relação aos concorrentes. Tendo, como base, um projeto de código aberto que conta com a participação da comunidade de desenvolvedores, o sistema móvel ganhou destaque por permitir uma grande variedade de customizações e por vir embarcado em mais de uma centena de dispositivos diferentes, o que o permitiu abocanhar uma grande fatia de mercado e relativamente pouco tempo.
Com a sua grande participação e diversificação, a plataforma começou a sofrer com alguns problemas, como a falta de rigidez no controle da qualidade e segurança dos aplicativos disponibilizados na loja de apps, bem como com a falta de atualização para boa parte dos gadgets que contam com o OS embarcado. A grande fragmentação da plataforma, que pode ser vista por alguns como um ponto positivo para a popularização do sistema, acaba por impedir que muitos equipamentos novos recebam as versões mais recentes do sistema operacional mantido pela empresa.
O Futuro do Google (Foto: Reprodução)O Futuro do Google, seus serviços não param de crescer (Foto: Reprodução)




O futuro do Google
Em um mercado que vive se modificando e reinventando diariamente, é muito difícil prever qual será o futuro do Google ou de qualquer outra empresa. O que parece certo é que a empresa continuará focada na usabilidade e experiência que os usuários têm de seus produtos e serviços, sem deixar a inovação de fora dos seus objetivos.
O Android tem tudo para continuar liderando o mercado de smartphones com muita folga, bem como o Google Search dificilmente perderá a hegemonia que tem hoje. Ao mesmo tempo, é possível acreditar que a empresa continuará empenhada em integrar cada vez mais os seus produtos e serviços fazendo uso do Google+.
Independente da linha que o Google vier a seguir, uma coisa que todos os usuários devem esperar é que a empresa não perca o norte e continue oferecendo um leque de serviços online de qualidade com o objetivo de manter o que é oferecido sem nunca deixar de lado o seuslogan. Não seja mau, Google!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Marketing e seus conceitos

Meu primeiro post!


Bom dia, vou começar a brincar um pouco, postar algumas coisas, que pretendo deixar bem interessante.

Vou sempre estar falando sobre novidades, atualidades e notícias interessantes sobre marketing, marketing digital entre outras coisas relacionadas ao marketing.

Hoje como primeiro Post vou falar sobre o Marketing em si.

Marketing: Conceitos, Tipos, Objetivos e Análise de Desempenho



Pressupostos centrais de marketing

Os conceitos centrais de marketing (necessidades, desejos, demandas, produtos, troca, transações e mercados) estão interligados numa relação causal direta. Esta relação tem como princípio a base da construção da própria fundamentação teórica do marketing. A seguir, vamos às definições dos elementos que compõem a sua estrutura conceitual.




NECESSIDADES

É o conceito mais básico e inerente ao marketing, pois está relacionado ao entendimento das necessidades humanas. Trata-se de um estado de privação do indivíduo, que inclui as necessidades físicas básicas, sociais e individuais de conhecimento e auto-realização.

Para ilustrar sua formulação, podemos recorrer ao olhar do psicólogo, da linha humanista, Abraham Maslow, através do modelo da pirâmide das necessidades.

PIRÂMIDE DE MASLOW





DESEJOS

São as necessidades humanas moldadas pela cultura e pelas características individuais. Os desejos são mutáveis e se modificam conforme as transformações ocorridas na sociedade. Como lacunas que jamais são preenchidas, o marketing deve se dirigir para criar novos desejos (produtos) com o objetivo de assegurar a sua própria existência.

DEMANDAS

As pessoas têm desejos infinitos, mas recursos limitados. Sendo assim, elas desejam produtos que proporcionam o máximo de satisfação possível em troca de seu dinheiro. Através da capacidade de compra de cada indivíduo, os desejos se tornam demandas.

PRODUTOS

Necessidades, demandas e desejos humanos sugerem que existem produtos disponíveis para atendê-los. Um produto é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para satisfazer parcialmente uma necessidade ou desejo.

O conceito de produto inclui bens duráveis e não-duráveis (tangíveis), serviços (intangíveis), pessoas, lugares, organizações, atividades e idéias. Nessa perspectiva deve-se destacar que a abordagem de produto implica na oferta de algo que tenha valor para alguém.

TROCA

Marketing ocorre quando as pessoas decidem satisfazer suas necessidades e desejos por meio de trocas. Troca é o ato de se obter um objeto desejado oferecendo algo como retorno. Troca é o conceito central de marketing, pois implica na relação de comunhão entre duas partes (produto e comprador) com interesses que, em um dado momento, estão em convergência.

TRANSAÇÕES

Se troca é o conceito central de marketing, uma transação é a unidade de medida do marketing. Uma transação é composta de uma troca de valores entre duas partes.

Podemos incluir nessa modalidade as transações do tipo monetária, de escambo e de cunho ideológico, como o voto, por exemplo.

MERCADOS

O conceito de transações leva ao conceito de mercado. Um mercado é o grupo de compradores reais e potenciais de um produto.

Um mercado pode ser identificado de duas formas estruturais: o físico ( marketplace ) e o virtual. Na mesma perspectiva, podemos destacar também diversos tipos de mercado como o financeiro, o de trabalho, o da filantropia, entre outros.

Tipos de Marketing

Descobrir e satisfazer necessidades é uma constante no trabalho do marketing. Fazer marketing é pensar no cliente o tempo todo. Portanto, toda a empresa deve estar orientada para esse pensamento, e não apenas o departamento do marketing, já que o conceito de business está focalizado nessa máxima.

Sendo assim, precisamos distinguir os tipos de marketing, as suas características e os seus desempenhos para concluir de que maneira o marketing pode ser útil às organizações.

São eles: marketing de resposta, de previsão e de criação de necessidades.

• Marketing de resposta. É o marketing que responde a uma demanda, descobrindo e satisfazendo necessidades. É o chamado marketing ativo. Grande parte do marketing atual trabalha com essa formulação.

• Marketing de previsão. É uma tarefa difícil reconhecer uma necessidade latente ou emergente. Para se aplicar esse tipo é fundamental analisar o mercado através de estudos de cenário, projetando futuros quadros de consumo. É o chamado marketing antecipativo. É considerado arriscado pois as empresas podem errar a estratégia em caso de enfrentarem uma forte influência de variáveis macroambientais.

• Marketing de criação de necessidades. É o nível mais agressivo de marketing, pois é o esforço que leva a empresa a lançar um produto jamais solicitado e, muitas vezes, inimaginável. É o conceito que se parte da idéia de que ao invés da empresa ser dirigida pelo mercado é a empresa que dirige o mercado. É o chamado marketing pró-ativo, pois trabalha com a abordagem da inovação radical em sua estratégia.

Objetivos do marketing e análise de desempenho

O sistema de marketing engloba diferentes stakeholders – organizações com fins lucrativos e não-lucrativos, compradores e vendedores – com interesses e objetivos distintos. Cada um deles utiliza-se do marketing com propósitos específicos para atingir resultados mercadológicos

Contudo, pode-se sistematizar objetivos fundamentais que atendam às mais variadas formas de atuação.

Destacamos quatro deles:

O marketing serve para...

. Maximizar o lucro

. Maximizar a satisfação do consumidor

. Maximizar a escolha (personalização)

. Maximizar a qualidade de vida



O que existe em comum, entre eles, é a busca da satisfação da demanda através de uma oferta / valor que promova e atenda às expectativas de um dado mercado.

Entretanto, como se pode analisar o desempenho do esforço de marketing? Quais são os fatores que devem ser levados em consideração para avaliar o seu papel estratégico?

Propomos os seguintes pontos de investigação:

. Demanda

. Venda

. Marketshare

. Imagem

. Share of mind

Os impactos de marketing devem ser analisados, utilizando-se como parâmetro o atingimento da demanda, o volume de vendas, a participação de mercado e a visibilidade da imagem.

A eficácia do marketing é medida tanto quantitativamente quanto qualitativamente. Podemos representar alguns indicadores para o seu estudo.


PARAMETRO MEDIDA DE AVALIAÇÃO 

DEMANDA Análise do volume de mercado atingido, através da cobertura ( reach ). Referência para o estudo: GRP (propaganda)
VENDA Comparativo de vendas antes e depois do esforço de marketing. A investigação pode ser feita tanto em números absolutos quanto relativos.
MARKETINGSHARE Estudo de participação de mercado. Por exemplo, de 30% para 40% do mercado. Toma-se como base o mercado total antes e depois do esforço.
IMAGEM Análise da percepção da imagem da marca e/ou da campanha de marketing, através de pesquisa quantitativa considerando categorias e aspectos prévios de análise.
SHARE OF MIND Estudo do nível de lembrança da marca na mente do mercado. Consideram-se os seguintes fatores: o que lembra e quantas vezes lembra, através da comunicação de marketing, para se chegar ao nível de recall da marca. 

A sistematização dos fundamentos de marketing ajudam a refletir o seu papel na sociedade bem como a sua funcionalidade para as organizações, já que é indiscutível o seu caráter estratégico nesse sentido.